Objetivo do Blog

Objetivando a transparência do serviço público para que toda a população tenha acesso às atividades desenvolvidas no Setor de Pessoal, que visam o registro das ocorrências da ficha funcional dos servidores lotados na Secretaria Municipal de Educação – SMEd Cachoeira do Sul.

"A força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos que apenas conseguem identificar o que os separa e não o que os une".
Milton Santos

terça-feira, 28 de julho de 2015

Plano Municipal de Educação: uma construção democrática e participativa

http://cachoeiradosul.rs.gov.br/2015/07/plano-municipal-de-educacao-uma-construcao-democratica-e-participativa/


Texto: Eliseu Machado. Fotos: Patrícia Miranda. Edição: José Luís Zasso - Terceira reportagem da Série “Educação – Um novo mundo é possível”
 O Plano Municipal de Educação (PME) de Cachoeira do Sul, que hoje tramita na Câmara Municipal de Vereadores, foi elaborado visando estabelecer os principais objetivos para a melhoria do ensino e elencar as ações necessárias para alcançá-los. Nele foram definidas as metas a serem alcançadas nos próximos 10 anos, em consonância com os Planos Nacional e Estadual de Educação. Embora evidencie um caráter de planejamento estratégico ele não pode ser confundido com um plano de intenções, uma vez que é bem mais abrangente. Além de garantir o direito fundamental à educação sobre o qual os municípios têm responsabilidade, a própria construção e implantação coletiva do Plano Municipal traz, em si, o potencial de mudar a forma como os gestores e a comunidade como um todo lidam com as políticas educacionais.
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Conferência reuniu cerca de 300 pessoas representantes de diversos segmentos da sociedade – Foto: Patrícia Miranda/SMEd-PMCS
A criação ou revisão dos PMEs está prevista na Lei 13.005/2014, que estabeleceu o novo Plano Nacional de Educação (PNE). Todavia, desde 2001, quando entrou em vigor o primeiro PNE, estados, municípios e o Distrito Federal já tinham a obrigação de elaborar as suas versões locais das metas e estratégias.
Conforme a Secretaria Municipal de Educação, Claudia Severo Vargas, a função primordial do plano é planejar as políticas públicas para a área a longo prazo, garantindo o total acesso à educação. “Ele é uma ferramenta de cidadania, de garantia de direitos das crianças, adolescentes e jovens mas é, também, uma diretriz, uma linha que fará com que as políticas não sejam mudadas ao bel prazer dos gestores à medida que as gestões irão se sucedendo” afirma a secretária. Para a diretora pedagógica da secretaria, Lenise Coletto Furlan, isso é importantíssimo, pois não serão os planos de governo que definirão os planos para a educação, e sim o plano de educação que servirá de base para os planos de governo, acrescenta.
Uma construção coletiva
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Encontros para estudo do plano antecederam a Conferência
Foto: Patrícia Miranda/SMEd-PMCS
A elaboração do Plano Municipal de Educação foi pensado desde o início de forma coletiva. No dia 9 de outubro de 2013 foi realizada a primeira reunião de estudos sobre o PME, criando-se um Fórum Permanente que até 2015 teve 35 encontros para levantamento de dados e análise das metas e estratégias. Além das inúmeras reuniões técnicas e de estudo, foram realizadas 24 miniconferências, onde foi registrada a presença de 264 pessoas dos mais diversos segmentos da comunidade cachoeirense.
A Conferência Municipal de Educação, que aconteceu no último dia 12 de maio, abordou cinco eixos temáticos e totalizou a participação de cerca de 300 pessoas que votaram aprovando por unanimidade a redação final do PME. Para a secretária Claudia, a participação de mais de 300 pessoas na conferência representa uma dimensão bem maior de opiniões. “Cada pessoa que estava lá representava uma escola, uma entidade. Sua opinião não expressava apenas o seu pensamento mas também o de todos aqueles que ele estava representando”, destaca Claudia.
O Plano Municipal é um documento amplo, que irá balizar a educação do Município pelos próximos 10 anos. Foi construído participativamente por pessoas que vivenciam o cotidiano do ensino e que representam a comunidade escolar onde atuam.
Comissão técnica responsável pelo PME:
- Educação Inclusiva – AFAD e APODEF
- Secretaria Municipal de Educação
- Escolas Municipais de Educação Infantil
- Escolas Municipais de Ensino Fundamental
- Educação de Jovens e Adultos
- Conselho Municipal de Educação
Os integrantes do Fórum Permanente
- APODEF – Associação dos Portadores de Deficiência de Cachoeira do Sul
- CPM – Círculos de Pais e Mestres
- Executivo Municipal
- APAE – Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais
- Câmara de Vereadores
- Alunos do Ensino Superior
- Escolas Municipais de Ensino Fundamental
- Secretaria Municipal de Educação
- Escolas Municipais de Educação Infantil
- 24ª CRE
- Escolas Particulares
Avanços
Além de democratizar as políticas públicas para a educação, o Plano Municipal de Educação traz 20 grandes metas com suas respectivas ações e estratégias visando pontos fundamentais pra a melhoria do ensino, tais como:
* universalização do acesso à escola em todos os níveis, das diversas faixas etárias e sem excluir quem quer que seja, contemplando toda diversidade humana;
* escola de tempo integral,
* melhoria na qualidade do ensino básico;
* elevação dos níveis de qualidade do ensino básico;
* diminuição do analfabetismo;
* elevação do acesso ao ensino profissionalizante;
* ensino superior, graduação e pós- graduação;
* valorização do magistério;
* formação permanente dos docentes;
* gestão democrática da educação;
* elevação dos investimentos públicos no setor, entre outros temas centrais do processo educativo.

Qualificação profissional abrindo portas



Segunda Reportagem da Série: “Educação – Um novo mundo é possível”. O Texto é de Patrícia Miranda, com edição de José Luís Zasso. A primeira reportagem pode ser conferida aqui.
A atualização e a qualificação pessoal já foi há algumas décadas apenas uma opção para quem já estava inserido no mercado de trabalho. Hoje, ela é uma realidade e até mesmo uma exigência para quem busca ampliar horizontes e subir na carreira, independente de qual for ela. Para quem escolhe ser educador, realidade não é diferente. A professora Cátia Elisa da Silva, 30 anos, é um exemplo. Ela ingressou no magistério municipal em 2009 apenas com o curso de Magistério. Mas, vendo a necessidade de se qualificar, ingressou no ensino superior no curso de 2011 e já está com formatura marcada para 4 de março de 2016, pela Ulbra/Cachoeira onde cursa Pedagogia através de uma bolsa do ProUni. Professora substituta da Escola Municipal de Educação Infantil Favo de Mel, Cátia já pensa no futuro. Ainda em 2016 quer ingressar na pós-graduação em Mídias na Educação pela UFSM para se qualificar ainda mais.
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Cátia com os alunos da EMEI Favo de Mel
Foto: Patrícia Miranda/SMEd-PMCS
A velocidade das mudanças, a famosa globalização e o desenvolvimento tecnológico transformam incessantemente o ambiente de trabalho, e isso acontece também nas escolas, de forma que hoje não há dúvidas de que “estudo” e “formação” não são apenas uma etapa da vida, mas uma constante ao longo de toda a carreira. Assim, a formação continuada para o magistério deixou de ser uma opção para ser também uma condição e uma necessidade dentro do exercício da profissão.
A Secretaria Municipal de Educação (SMEd) de Cachoeira do Sul oferece aos seus professores, monitores e professores do Atendimento Educacional Especializado formação continuada por área do conhecimento, além de formação para a equipe administrativa e pedagógica. De acordo com a diretora pedagógica, Lenise Furlan, os encontros são mensais e todo o conteúdo abordado parte das diretrizes estipuladas para a rede municipal, atendendo leis nacionais, estaduais e municipais, além do Plano Municipal de Educação (PME). “Fazemos um levantamento de todas as áreas para atender as necessidades de cada uma delas. Nos encontros os temas são debatidos pelos professores juntamente com profissionais da SMEd e convidados”, explica Lenise. Para as formações dos professores que atuam com educação inclusiva, a SMEd conta com a parceria da APAE e da AFAD.
A diretora pedagógica enfatiza que a formação continuada, é oferecida além da SMEd também pelas escolas, oferecendo assim subsídios para que os professores estejam cada vez mais atualizados e que possam levar estas novas experiências para sala de aula. Para o estudante, a grande vantagem de ter um professor sempre atualizado é conseguir correlacionar o conteúdo com a sua realidade.
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Formação para professores da Educação Infantil
Foto: Patrícia Miranda/SMEd=PMCS
Cada vez mais interesse pelas formações
A diretora pedagógica da SMEd, Lenise Furlan, frisa que é cada vez maior a procura pelas formações por professores da rede municipal. “Existem áreas como a inclusão, educação infantil e a das linguagens que temos uma excelente participação. Existem algumas áreas como a de ciências humanas em que a participação dos educadores ainda pequena mas sentimos que aos poucos este grupo também aumenta mais”, sintetiza.
A participação nas formações é feita em forma de convite aos educadores, mas Lenise destaca que elas são feitas dentro do período dedicado para estudo do professor. Hoje, na rede municipal, a cada 20 horas de atividade o professor tem direito a quatro horas destinada à estudo. Ao final do ano, todos que tiveram pelo menos 75% de frequência irão recebem certificação.
75% dos professores da rede municipal têm curso superior
A rede municipal de ensino de Cachoeira do Sul, que atende a 35 escolas, além de possuir profissionais atuando em cinco escolas filantrópicas, APAE e AFAD. No seu quadro de pessoal, 75% dos seus educadores têm ensino superior completo. Das 1084 matrículas do município, 813 são de profissionais que já tem graduação. Destes, 337 tem pós-graduação, o que presenta 41,45%. Um levantamento feito pelo Setor de Pessoal da SMEd mostra que 50,18% dos educadores com ensino superior cursaram Pedagogia. A pesquisa mostra ainda que dos 271 professores que estão no nível E1, que é o nível para professores apenas com magistério, 49,07% tem pelo menos Licenciatura Curta, modalidade que hoje em dia não existe mais.
O chefe do Setor de Pessoal da SMEd, Sergio Augusto Ramos dos Santos Júnior, explica que, de acordo com a Lei Municipal 3240, de 8 de fevereiro de 2001, a carreira do magistério é estruturada em seis classes, sendo a primeira para quem ingressa na função (A, B, C, D, E e F). Já os níveis são divididos em três (magistério (E1), graduação (N1) e pós-graduação (N2)). Na classe F está a maior remuneração. Com a política de promoção a cada cinco anos, com aumento de 5% a cada classe, o professor precisa de 25 anos de trabalho para chegar à última classe. 25 anos é exatamente o mesmo número de anos de trabalho em sala de aula que o professor precisa cumprir para solicitar sua aposentadoria. Se o professor não estiver em sala de aula, são necessários 30 anos de trabalho.
Sergio enfatiza que a formação continuada dos professores é fator fundamental para sua promoção ao longo dos anos. “As promoções podem ser consideradas estímulos para que os professores se qualifiquem na busca do conhecimento e tendo como retorno também incentivos financeiros, além de alavancar a qualidade na educação”, justifica. O professor com ensino superior tem um plus de 30% em seus vencimentos com relação ao básico da categoria. Para quem tem pós-graduação o aumento é de mais 5% com relação ao vencimento anterior.
Ensino superior gratuito em Cachoeira mudando o cenário
Quem busca uma graduação em Licenciatura nos dias atuais não consegue dimensionar o quanto isso era difícil há cerca de 15 a 20 anos. Atualmente, Cachoeira do Sul possui dezenas de cursos gratuitos de Licenciatura, que podem ser feitos inclusive na modalidade a distância, que dá ainda mais autonomia para que o universitário possa estudar. Após o fechamento da Univale na década de 90, foi a Ulbra que voltou a oferecer cursos de formação de professores. No entanto, como trata-se de uma universidade particular, era necessário pagar por esta qualificação.
No final da década de 90 e início do ano 2000, muitos professores da rede municipal que tinham apenas Magistério, eram incentivados pelo Município com o oferecimento mais 20 horas semanais de atividade para que pudessem custear uma Universidade em busca do Ensino Superior, atendendo a Lei de Diretrizes e Bases, que determinava que até 2003 todos os professores deveriam ter ensino superior, prazo que acabou sendo prorrogado. Hoje a meta 15 do Plano Nacional de Educação prevê que até 2024 todos os professores devem ter ensino superior. Já a meta 16 estabelece o oferecimento da formação e que até 2024 pelo menos 50% dos professores tenham pós-graduação.
Uma pesquisa feita pela coordenadora do polo da UAB/Cachoeira, Rosane Brendler, mostrou que em 2011, 41% dos acadêmicos que frequentavam os cursos de Licenciatura oferecidos pela UAB eram membros do magistério ou servidor municipal em busca de qualificação. A possibilidade de fazer o curso desejado, a gratuidade e a conquista da promoção foram os principais motivos citados pelos acadêmicos para ingressarem nos cursos. A Prefeitura de Cachoeira do Sul é a principal parceira da UAB, onde o investimento mensal, de acordo com o prefeito Neiron Viegas chega a R$ 600 mil ao ano, valor destinado principalmente ao pagamento do aluguel do prédio e de professores.
Da brincadeira de criança para a sala de aula
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Orilda com o alunos da Escola Baltazar de Bem
Foto: Patrícia Miranda/SMEd-PMCS
Quando era criança, a professora Orilda Tatsch Bernardini, já sabia qual seria sua profissão: ela queria ser professora. A brincadeira de criança preferida já era de dar aula, o que se tornou realidade em 1984 quando ela ingressou como contratada da rede municipal para trabalhar com alfabetização. Apenas com o magistério, ela decidiu que iria se qualificar em 1998 ingressou no curso de Pedagogia pela Urcamp, de Caçapava do Sul, e se formou em 2002. Mesmo assim ela não quis parar por ai. Ela seguiu estudando e no ano seguinte concluiu a pós-graduação em Psicopedagogia pelo Cipel.
“Sempre quis me manter atualizada. Seguir os estudos era uma forma que tinha de seguir meu aperfeiçoamento. Até mesmo hoje sigo buscando a minha qualificação. Quem decide se professor tem que ter amor pela profissão, ser amigo do aluno e estar próximo a ele. Aliar o conteúdo com a realidade é uma forma de se conseguir tudo isso e por isso motivo precisamos de aperfeiçoamento permanente”. Orilda atua nos três turnos na Escola Municipal Baltazar de Bem, sendo na manhã e noite com substituição e a tarde com uma turma de 1º ano das séries iniciais. No final deste ela se aposenta e seguirá atuando apenas um turno.
Os números do magistério municipal
1084 matrículas
223 professores com duas matrículas (40 horas)
813 professores com ensino superior
337 professores com pós-graduação
271 professores com magistério (sendo 133 com pelo menos Licenciatura Curta)
38 monitores
21 educadores cuidadores
18 ajudantes de educador cuidador
5 estagiários
Os vencimentos (para 20 horas semanais)
E1 Classe A – R$ 887,02
Nível 1 Classe A – R$ 1.153,12
Nível 2 Classe A – R$ 1.197,47

A inclusão como caminho para a autonomia

http://cachoeiradosul.rs.gov.br/2015/07/a-inclusao-como-caminho-para-a-autonomia/


SMEd atende a 233 alunos com deficiência em 25 escolas
Levar o filho pela primeira vez para a escola desperta nas mães sentimentos como medo, preocupação, angústia e até mesmo tristeza para algumas. Deixar o filho em um ambiente novo, com pessoas até então desconhecidas, causa um turbilhão de sentimentos que qualquer mãe que já passou por isso pode contar. Mas, levar para a escola um filho com deficiência eleva ainda mais estes sentimentos. “Eu tinha medo da rejeição da escola e dos colegas. Também me preocupava muito se ele seria bem cuidado. Era a primeira vez que ele ficaria com outras pessoas que não era eu. Não tinha como eu não ficar preocupada”. Este sentimento é de uma mãe que passou por isso há cerca de cinco meses, quando teve que levar o filho com paralisia cerebral para iniciar a vida escolar.
A dona de casa Cátia Marques, 44 anos, é mãe de Salastiel Marques de Carvalho, 7 anos, o Sasa, que ingressou em 2015 no 1º ano da Escola Municipal Maria Paccico de Freitas, no Bairro Bom Retiro. Mas, hoje, Cátia já sente que tomou a decisão correta em levar o filho para a escola. Os progressos do menino já são visíveis. No início do ano letivo, além de não firmar o corpo, o garoto ainda não falava, tinha crises convulsivas, vomitava e tinha crises asmáticas com frequência. Em alguns meses, Salistiel já consegue firmar a cabeça, diminuiu as crises asmáticas e os vômitos e emite alguns sons, demostrando que quer se comunicar.
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Salastiel com os colegas, a professora Andreia e a monitora Beloni.
Foto: Patrícia Miranda/SMEd-PMCS
O progresso no desenvolvimento de Salastiel é possível devido a um trabalho de inclusão feito pelas escolas da rede municipal de ensino de Cachoeira do Sul. O objetivo é que todos os estudantes, independente do grau de deficiência, estejam incluídos no dia a dia da escola assim como os demais estudantes. Atualmente, a Secretaria Municipal de Educação (SMEd) atende 233 alunos com deficiência em 19 escolas de ensino fundamental, 4 escolas municipais de educação infantil e 2 escolas filantrópicas. Para estes alunos, 33 monitores desempenham a função de auxiliar nas atividades de higiene, alimentação, locomoção e contenção (quando necessário). Além disso, outros 12 educadores atuam nas salas de recursos multifuncionais para o Atendimento Educacional Especializado (AEE), que contribui para diminuir as dificuldades encontradas em sala de aula por estes estudantes.
Smed tem um trabalho permanente para garantir a inclusão
Permitir as condições necessárias para que os estudantes com deficiência acesse e permaneça na escola é um trabalho que precisa ser desenvolvido permanentemente pela Secretaria Municipal de Educação. A coordenadora da Educação Especial e Inclusiva na SMEd, professora Marta Andrade, explica que, para isso, a equipe da secretaria participa de constantemente de pesquisas sobre a educação inclusiva e trabalha permanentemente para superar barreiras que impedem efetivamente a educação inclusiva como a acessibilidade física dos espaços escolares, mobiliários, equipamentos, transporte escolar e materiais didáticos.
A caminhada por novos conhecimentos e aperfeiçoamento levou a SMEd a incentivar ainda a prática de atividades didáticas inclusivas, as salas de recursos multifuncionais para o oferecimento de Atendimento Educacional Especializado , a garantia de diversidade nos instrumentos de avaliação, possibilitando assim o acompanhamento dos avanços do aluno com deficiência e o fomento do aperfeiçoamento contínuo dos profissionais que atuam com estes alunos.
Mais barreiras precisam ser superadas
Marta Andrade destaca que, a inclusão de alunos com deficiência, precisa de um trabalho e atenção constante. Por isso, é necessário que a escolas tenham espaços físicos com rampas e mobiliário adequado, projeto político-pedagógico que inclua este estudante e acolhimento de todos na escola. “A inclusão acontece quando está presente a parceria, o amor e a aceitação”. Marta enfatiza que a rede municipal de ensino está no caminho certo para o trabalho de inclusão, mas é preciso seguir o processo para superar alguns desafios. “Ainda precisamos oferecer tradutores e interpretes para fomentarmos o uso da libras e do braile. Temos ainda a necessidade de uma equipe multidisciplinar para apoiar e complementar as ações inclusivas”, explicou a coordenadora.
Caminhada pela inclusão começou em 2006
A caminhada pela Educação Inclusiva na rede municipal de Cachoeira do Sul começou em 1º de dezembro de 2006, quando foi inaugurada a primeira sala de recursos, funcionando inicialmente na Secretaria Municipal de Educação. No ano seguinte, o espaço de atendimento foi ampliado e passou a se chamar Centro Educacional Especializado (CEEsp) e foi transferido para o polo da UAB/Cachoeira. Em 2009, estas salas de recursos começam a ser implantadas diretamente nas escolas.
Atualmente, Cachoeira do Sul é município polo na Educação Inclusiva para mais 13 municípios que participam aqui de encontros regionais de formação continuada para profissionais que atuam nesta área. Isso foi possível devido a um convênio firmado com o Governo Federal, que destina recursos específicos para o incentivo a estas formações. Os municípios são: Arroio dos Ratos, Butia, Cerro Branco, Lagoão, Novo Cabrais, Pantano Grande, Paraíso do Sul, Passa Sete, Rio Pardo, Salto do Jacuí, Sobradinho, Venâncio Aires e Vera Cruz.
O xodó da escola
O pequeno Salastiel Marques de Carvalho, o Sasa, aluno do 1º ano da Escola Municipal Maria Paccico de Freitas, é só alegria ao lado dos outros 13 colegas. A professora titular da turma, Andreia Liana Pfüller, 34 anos e 8 de profissão, divide os cuidados, atenção e ensinamentos entre ele e os demais colegas. Para isso, conta com o auxílio da monitora Beloni Severo Zinn, 63 de idade e 3 de profissão. “Todos adoram o Sasa. Nem bem ele chega na escola e os colegas e os alunos das outras turmas já vem conversar com ele e perguntar como ele está”, conta Beloni.
Andreia desenvolve suas atividades em sala de aula de modo que o menino possa participar ativamente com os colegas. “Ele é incentivado a pegar o lápis e tentar pelo menos a fazer alguns traços, vai ao quadro, participa da contação de histórias e das rodas de música. Ele está sempre junto com os colegas”, conta a professora. “Não sabemos onde ele vai chegar, mas precisamos estimar para que ele possa chegar lá”, disse Sandra Mara Peixoto da Silva, diretora da Escola Municipal Maria Paccico de Freitas ao falar sobre o aluno Salastiel.
Um menino cheio de disposição
Dançar, cantar, participar das aulas de Educação Física, interagir com os colegas, são progressos que Gustavo da Luz Ellwanger, 13 anos, aluno do 7º ano da Escola Municipal Milton da Cruz, no Bairro Universitário, conquistou ao longo dos anos. De acordo com a mãe, a dona de casa Geneci da Luz Elwanger, 45 anos, o único filho começou ainda bebê a apresentar os sinais que logo levaram ao diagnóstico de autismo atípico. Geneci não esconde que o início da vida escolar de Gustavo, que desde que desde o 1º ano estuda na Milton da Cruz, não foi fácil. “Ele até se adaptou bem. Mas ele não queria ficar na sala de aula e queria sair a toda hora”, relembra.
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Gustavo com a mãe Geneci.
Foto: Patrícia Miranda/SMEd-PMCS
A mãe conta que o filho sempre teve o auxílio de monitoras, pois, caso contrário, se dispersa com frequência das atividades de sala de aula. Geneci destaca que a convivência na escola com colegas e professores garante a evolução de Gustavo. “Dentro da escola cada um tem a sua contribuição. Se estivesse só em casa ele não teria o progresso que ele tem hoje no seu desenvolvimento. Todos dentro da escola, inclusive os professores, são muito comprometidos com o Gustavo”, relata Geneci. Além do auxílio que recebe em sala de aula, uma vez por semana ele frequenta o AEE, local onde suas principais dificuldades são trabalhadas.
A diretora da Milton da Cruz, Maria Helena Bottari Zotteli e a vice-diretora, Débora Schunemann, concordam que o progresso de Gustavo é visível. “Este ano tivemos a alegria dele participar inclusive da quadrilha da nossa festa junina. Pode parecer um pequeno passo mas é algo muito importante para o desenvolvimento dele”, comemoram.
Inclusão e autonomia
O trabalho de inclusão dentro das escolas é feito ao mesmo tempo em que se incentiva a autonomia dos alunos com deficiência. De acordo com a coordenadora da Educação Especial e Inclusiva na SMEd, professora Marta Andrade, todo o trabalho é feito de forma que o aluno sinta-se seguro, tenha todo o suporte para se desenvolver mas ao mesmo tempo vá adquirindo autonomia para as atividades do dia a dia. “O trabalho de inclusão nas séries iniciais é sempre mais fácil que nas séries finais. Nas séries iniciais é apenas uma professora, que passa todo um turno com o aluno, conhecendo bem ele. Nas séries finais são vários professores e já estamos trabalhando com um adolescente com todas as suas peculiaridades. É algo bem mais complexo. No
entanto, proporcionar esta autonomia é fundamental para o progresso do desenvolvimento”, sintetiza Marta.
Importante
A Prefeitura de Cachoeira do Sul, através da Secretaria Municipal de Educação, ainda mantém parceira com a Associação de Familiares e Amigos do Down (Afad), cedendo professores para o atendimento e com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), com a cedência de carros, professores, funcionários e de alimentação. Desta forma, o apoio da Prefeitura se estende a toda comunidade cachoeirense.
A inclusão escolar
a) Benefícios para os alunos com deficiências:
- Vê os colegas como modelos;
- Tem assistência por parte dos colegas;
- A criança cresce e aprende a viver em ambientes integrados,
- Aprende junto com os seus pares sem deficiência, o que lhe proporciona aprendizagens similares e interações sociais adequadas.
b) Benefícios para os alunos que não têm deficiências:
- Permite perceber que todos somos diferentes e, por consequência, que as diferenças individuais devem ser respeitadas e aceitas
- Oportunidade para participar e partilhar as aprendizagens;
- Diminuição da ansiedade diante dos fracassos ou insucessos.
c) Benefícios para todos os alunos:
- Compreensão e aceitação dos outros;
- Reconhecimento das necessidades e competências dos colegas;
- Respeito por todas as pessoas;
- Construção de uma sociedade solidária;
- Desenvolvimento de apoio e assistência mútua;
- Desenvolvimento de projetos de amizade

Série de reportagens comemora os 67 anos da SMEd

http://cachoeiradosul.rs.gov.br/2015/07/serie-de-reportagens-comemora-os-67-anos-da-smed/


Em comemoração aos 67 anos da Secretaria Municipal de Educação de Cachoeira do Sul, a Prefeitura publicará a partir desta segunda-feira, dia 13, uma série com nove reportagens mostrando ações e atividades da Secretaria. Nesta série, será mostrado o que o Município tem feito para melhorar a qualidade da educação oferecida na rede, os desafios a serem superados e a conquistas alcançadas em quase sete décadas de trabalho.
A série “Educação – Um novo mundo é possível”, trará entrevista com pais, alunos, professores, monitores e equipes diretivas, mostrando a realidade e como é o dia a dia do ambiente escolar. O primeiro tema será a educação inclusiva, abordando os seus progressos com o passar dos anos, as conquistas de quem é incluso e o trabalho que é feito para diminuir as barreiras para o estudante com deficiência. O trabalho é desenvolvido por Patrícia Miranda, José Luís Zasso e Eliseu Machado.
Os temas
13/07 – Educação inclusiva
16/07 – Aperfeiçoamento dos educadores
20/07 – A construção do Plano Municipal de Educação
23/07 – Autonomia financeira
27/07 – Investimento em obras para o ensino fundamental
30/07 – Investimento em obras para a educação infantil
03/08 – Educação infantil além do cuidado
06/08 – Transporte escolar
10/08 – Alimentação escolar

Concursos: prefeito nomeia aprovados em 2011 e 2015

http://cachoeiradosul.rs.gov.br/2015/07/concursos-prefeito-nomeia-aprovados-em-2011-e-2015/


Confira lista com 29 nomes de 10 cargos. São 25 concursados de 2015 e quatro de 2011
O prefeito Neiron assinou na tarde de hoje portaria nomeando a primeira lista com 25 servidores concursados aprovados pelo Concurso Público 001/2015. Em outra portaria, Neiron também nomeia outros quatro servidores, aprovados no concurso público de 2011.
Os nomeados tem quinze dias, a partir da data de publicação da portaria, para se habilitarem à posse. Confira a lista completa:
2015
Assistentes Sociais: Ariely de Castro Silva e Glaucia da Rocha Tassinari;
Geólogo: Samuel Sbaraini;
Médico Veterinário: Bruna Cássia Scheuermann, Lauren Sagave e Diego Ferreira Cardoso;
Motorista Escolar: Wagner da Rosa Moraes, Honeide Trindade Carpes, Jader Uilian Wrasse, Alexandre Valdoni Moura Moraes, Jocimar Nunes de Carvalho e Mateus Flores Lopes;
Operador de Máquina: Maicon Saint Pierre Menezes, Eduardo Horbe, Mateus Alessandro Felizardo de Menezes, Marcelo Volcei Silva da Rosa e Carlos Alberto Silva Pereira.
Professor área 2 – Anos finais do Ensino Fundamental – Educação Artística: Aline da Rocha Goulart, Elisson Couto Dias e Cristina Estivales Falcone;
Professor área 2 – Anos finais do Ensino Fundamental – Geografia: Henrique Rudolfo Hettwer
Professor área 2 – anos finais do ensino fundamental – língua inglesa: Mauricio Thomas, Ubirata Jose Baptista Presseler, Rafael Gomes Torres e Igor Ariel Streck da Rosa;
2011
Engenheiro civil: Matheus Godoi* e Liriane Reis da Silva*
Professor área 2 – Anos finais do Ensino Fundamental – Geografia: Liete Silveira Marques*
Professor área 2 – Anos finais do Ensino Fundamental – História: Inez Correa Teixeira Bastos*
*candidatos que optaram ir para o final da lista. Novo chamamento.

sexta-feira, 27 de março de 2015

Concurso de 2006: TCE mantem cotistas

Fonte: http://cachoeiradosul.rs.gov.br/2015/03/concurso-de-2006-tce-mantem-cotistas/

Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul decidiu manter o registro de todos os professores municipais do concurso público de 2006. A decisão inclui os servidores cotistas, sendo também mantido o ato de admissão no serviço público. Na decisão, o TCE acatou a argumentação da Procuradoria Jurídica do Município.
A secretária municipal de Administração, Cristina Mór, o Procurador Jurídico Leonel Slomp, a Diretora da Procuradoria Jurídica, Juliana Flores, e a presidenta do Siprom, Elaine Paz, acompanharam o julgamento agora a pouco em Porto Alegre. 

Prefeitura realiza processo seletivo para Estágio Remunerado

http://cachoeiradosul.rs.gov.br/wp-content/uploads/2015/03/Edital-004_2015-Sele%C3%A7%C3%A3o-de-Estagi%C3%A1rios.pdf

ATUALIZADO EM 24/03
Estão abertas às inscrições para o processo seletivo de cadastro reserva para concessão de Bolsas Auxílio Estágio, da Prefeitura de Cachoeira do Sul. O processo seletivo é voltado para diversos cursos de Nível Superior, Técnico e Médio, através de aplicação de Prova Escrita. O valor da Bolsa-Auxílio corresponde a valores de R$ 250,00 a R$ 525,00, conforme nível de escolaridade e carga horária.
As inscrições serão realizadas no período de 25 de março a 09 de abril de 2015, das 08h às 11h30 e das 13h30 às 17h no CIEE Cachoeira do Sul, localizado na Rua Senador Pinheiro Machado, 2087, Centro, Cachoeira do Sul, com aplicação da prova escrita no dia 14 de abril de 2015 às 14h na UAB.
Seleção prevê a formação de cadastro para Estágio Remunerado à estudantes do ensino médio, além de técnico e superior nos seguintes cursos: Administração; Administração Rural e Agroindustrial; Agronomia; Ciências da Computação; Direito; Economia; Educação Física; Engenharia Civil; Engenharia Química/Química Licenciatura; Engenharia Florestal; Engenharia Mecânica; Engenharia Sanitária e Ambiental; Farmácia; História; Jornalismo; Medicina Veterinária; Normal/Magistério; Pedagogia; Pós na área da Educação; Psicologia; Serviço Social; Sistemas de Informação; Superior de Tecnologia em Agroindústria; Superior de Tecnologia em Agropecuária Integrada; Superior de Tecnologia em Gestão Pública; Superior de Tecnologia em Gestão de Recursos Humanos; Superior de Tecnologia em Processos Gerenciais; Superior em Tecnologia em Redes de Computadores; Técnico em Administração / Contabilidade / Secretariado; Técnico em Informática; Técnico em Enfermagem; Técnico em Agroindústria; Técnico em Agropecuária; Técnico em Segurança do Trabalho;
Edital completo estará disponível no site da Prefeitura Municipal de Cachoeira do Sul, www.cachoeiradosul.rs.gov.br, no CIEE-Cachoeira do Sul ou no mural da Secretaria Municipal de Administração. Informações podem ser obtidas pelo telefone 51 3724 6106 ou no Setor Administrativo da Secretaria Municipal da Administração.